terça-feira, 17 de abril de 2012


Ensaios para um acidente menor
   Teddy Williams

Depois de um belo domingo na praia, entre Recreio e Barra, com  parentes e amigos, tive que me obrigar a uma noite de descanso por causa do sol, preparando a voz para as histórias do dia seguinte.

Acordei para uma segunda-feira maravilhosa: depois de uma hora e meia de viagem subi uma imensa ladeira, perto de Copacabana e tive o prazer de poder contar histórias para crianças em uma creche na Ladeira dos Tabajaras. Em seguida apresentei uma parte do meu trabalho e falei do projeto Ciranda das Coisas do Coração para novos amigos em uma reunião de projetos sociais e contei uma história para os presentes o que também me agradou muito.

O ano começou maravilhoso. Hoje faz um mês que estou reencontrando as minhas raízes no Rio de Janeiro e espero ainda poder ir a Minas Gerais. Aqui estou revendo a família, amigos, as ruas por onde andei quando tinha menos de quinze anos, a escola onde comecei o Bê A  BÁ. Tudo isso e um pouco mais estão marcando esses dias. Fora as novas amizades que estão sendo construídas.

Nesse dia 17 de janeiro, muito contente com as novas conquista: uma reeducação alimentar iniciada, exercícios frequentes, menos oito kilos no corpo e no mínimo já faz mais de um mês que não bebo, o que para mim tem sido maravilhoso. Bebemoro e comemoro de outras formas.

Estava em casa(dos meus primos aqui em Madureira, da canção do Zeca Baleiro ”Quem não ode Nova York vai de Madureira”), facebookando, quando meu primo liga e pede para que a tarde, quando eu fosse dar uma volta de bicicleta, aproveitasse e calibrasse os pneus da mesma. Tranquilo eu falei, faço sim.  Esperei chegar a tardinha e por volta das 18h aqui do horário de verão, saí e fui pedalando até um posto para calibragem dos pneus. Lá as coisas desandaram: o pneu da frente, ao invés de encher ficou mais vazio ainda. Tentei, tentei e nada. Resolvi continuar a caminhada empurrando a bicicleta e o fiz por mais de 45 minutos até poder voltar ao mesmo posto e tentar novamente.

Depois de uns minutos de sofrimento, com a ajuda de outro ciclista, o pneu foi calibrado e então pé na estrada.

Alegre pelo feito pedalava e o fazia por ruas tranquilas, quando o celular toca, eu atendo e me perguntam o que eu estava fazendo e respondi, com alegria, que pedalava. Segundos depois não pedalava mais, havia caído, logo após uma lombada, cena triste e cômica.

Saldo para o tal mês de férias: uma pontinha de um dente quebrado, braço e perna esquerdos ralados, relógio quebrado e celular espatifado, porém alegre, pois um mês de férias não pode passar em branco e é lógico, feliz e graças à Deus estou bem, nada de celular ao volante, de agora em diante, caso precise, eu dou sinal, vou para o acostamento e paro. Para poder seguir depois tranquilo.

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