Ensaios para um acidente menor
Teddy Williams
Depois
de um belo domingo na praia, entre Recreio e Barra, com parentes e amigos, tive que me obrigar a uma noite
de descanso por causa do sol, preparando a voz para as histórias do dia
seguinte.
Acordei
para uma segunda-feira maravilhosa: depois de uma hora e meia de viagem subi
uma imensa ladeira, perto de Copacabana e tive o prazer de poder contar histórias
para crianças em uma creche na Ladeira dos Tabajaras. Em seguida apresentei uma
parte do meu trabalho e falei do projeto Ciranda das Coisas do Coração para novos
amigos em uma reunião de projetos sociais e contei uma história para os
presentes o que também me agradou muito.
O ano começou
maravilhoso. Hoje faz um mês que estou reencontrando as minhas raízes no Rio de
Janeiro e espero ainda poder ir a Minas Gerais. Aqui estou revendo a família,
amigos, as ruas por onde andei quando tinha menos de quinze anos, a escola onde
comecei o Bê A BÁ. Tudo isso e um pouco
mais estão marcando esses dias. Fora as novas amizades que estão sendo
construídas.
Nesse dia 17 de
janeiro, muito contente com as novas conquista: uma reeducação alimentar
iniciada, exercícios frequentes, menos oito kilos no corpo e no mínimo já faz
mais de um mês que não bebo, o que para mim tem sido maravilhoso. Bebemoro e
comemoro de outras formas.
Estava em
casa(dos meus primos aqui em Madureira, da canção do Zeca Baleiro ”Quem não ode
Nova York vai de Madureira”), facebookando, quando meu primo liga e pede para
que a tarde, quando eu fosse dar uma volta de bicicleta, aproveitasse e
calibrasse os pneus da mesma. Tranquilo eu falei, faço sim. Esperei chegar a tardinha e por volta das 18h aqui
do horário de verão, saí e fui pedalando até um posto para calibragem dos
pneus. Lá as coisas desandaram: o pneu da frente, ao invés de encher ficou mais
vazio ainda. Tentei, tentei e nada. Resolvi continuar a caminhada empurrando a
bicicleta e o fiz por mais de 45 minutos até poder voltar ao mesmo posto e
tentar novamente.
Depois de uns
minutos de sofrimento, com a ajuda de outro ciclista, o pneu foi calibrado e
então pé na estrada.
Alegre pelo
feito pedalava e o fazia por ruas tranquilas, quando o celular toca, eu atendo
e me perguntam o que eu estava fazendo e respondi, com alegria, que pedalava.
Segundos depois não pedalava mais, havia caído, logo após uma lombada, cena
triste e cômica.
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